INGLÊS INSTRUMENTAL NA UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO: EM BUSCA DA AUTONOMIA

Autores:
Carlos Eduardo Pizzolatto (Universidade São Francisco)
Márcia Aparecida Amador Mascia (Universidade São Francisco)
Maristela M. K. Claus (Universidade São Francisco)
Maria Amélia Assis Nader Bartholomeu (Universidade São Francisco)

Coord. Profa. Dra. Márcia Aparecida Amador Mascia (Universidade São Francisco)
Debatedor: Prof. Ms. Sullivan Silk Pouza (FATEC-ID)

Resumo nº 01

Subtítulo:
ESP, EAP, EVP, EOP, ESS, EST, EBE…OU SIMPLESMENTE “INGLÊS INSTRUMENTAL”?

Autor:
Carlos Eduardo Pizzolatto (Universidade São Francisco)

A ampla difusão da língua inglesa no mundo deve-se, sem dúvida alguma, ao desenvolvimento tecnológico capitaneado pelos Estados Unidos nas últimas seis décadas. A partir da década de 50, o ensino de inglês para fins específicos ganhou força no mundo todo e no Brasil, de modo particular, encontrou um terreno fértil no contexto do ensino superior, sobretudo nas áreas da Ciência e da Tecnologia. No final da década de 60 e durante toda a década de 70, o “inglês instrumental” tornou-se praticamente obrigatório nos cursos de graduação em todo o país. Nas duas últimas décadas, alguns fatores, a saber, têm colaborado para o ensino de inglês para além do “instrumental”: a popularização da Abordagem Comunicativa, a ampliação das mídias de comunicação e, claro, a ampliação da oferta de cursos na área da Tecnologia. Esta comunicação apresentará um breve histórico do ensino de inglês para fins específicos (ESP) e discutirá a pertinência de seu desdobramento em tantas modalidades, tais como Inglês para fins Acadêmicos, Inglês para fins Profissionais, Inglês para a Ciência e Tecnologia, entre tantos outros. Seriam todas essas modalidades equivalentes ao popular Inglês Instrumental?

Resumo nº 02

Subtítulo:
INGLÊS INSTRUMENTAL PARA ENGENHARIA: DISCUTINDO O ESTATUTO DA LEITURA.

Autora:
Márcia Aparecida Amador Mascia (Universidade São Francisco)

Embora o estatuto de ensino de línguas estrangeiras para contextos específicos seja fruto de várias controvérsias, pode-se dizer que estamos sempre falando uma língua, seja ela materna ou estrangeira, dentro de contextos específicos. Ou seja, é muito difícil que um sujeito consiga se expressar a respeito de todo e qualquer contexto de uma determinada língua. A facilidade ou a dificuldade, que podemos ter em um determinado contexto, pode ser vista meramente como reflexo das condições histórico-sociais de vida do sujeito-falante. Assim, parece-me que estamos sempre ensinando e/ou aprendendo uma língua dentro de um contexto específico, seja ele o contexto do dia-a-dia, ou uma leitura/interpretação de um manual de montagem de um aparelho. Levando em consideração o exposto acima, esta comunicação pretende compartilhar experiências vividas como professora de língua inglesa instrumental em cursos de engenharias, em especial, na Universidade São Francisco. Primeiramente, pretende-se discutir o estatuto do ensino de língua instrumental, deslocando-se de uma visão meramente de ensino de leitura. Em segundo lugar, propõe-se a levantar algumas concepções atuais de leitura e as suas implicações para as construções do conhecimento. Como exemplo, será feita uma “demonstration class” a partir de uma seqüência didática, conjugando leitura e escrita, voltadas para as áreas específicas de cursos de engenharia e para a vida do engenheiro.

Resumo nº 03

Subtítulo:
INGLÊS INSTRUMENTAL PARA CURSOS DE GESTÃO EM SISTEMAS INFORMATIZADOS: RELAÇÃO ENTRE LEITURA E ESCRITA

Autor:
Maristela M. K. Claus (Universidade São Francisco)

Com o crescente avanço tecnológico, os cursos voltados para a área de Tecnologia da Informação têm despertado cada vez mais atenção dos estudantes. Dessa forma, os cursos de formação de Tecnólogos objetivam proporcionar aos alunos não apenas uma formação técnica e administrativa específica, mas também fornecer subsídios para que estes possam buscar seu conhecimento de forma autônoma. Uma vez que grande parte do material de pesquisa nessa área encontra-se em Língua Inglesa, os cursos de formação integram essa disciplina em seu currículo, a fim de proporcionar condições para a leitura desse material. As pesquisas demonstram que a formação básica dos alunos em língua estrangeira tem sido insuficiente para a utilização da língua como instrumento de comunicação. Sendo assim, um dos objetivos maiores das aulas de Inglês Instrumental é levar os alunos não apenas à leitura de textos, como também à redação, principalmente através do correio eletrônico, procurando levá-los a se comunicar de forma global. Portanto, esta comunicação visa apresentar as experiências vivenciadas nas aulas de leitura em um curso de Gestão de Sistemas Informatizados na Universidade São Francisco, através de demonstrações das atividades realizadas durante as aulas.

Resumo nº 04

Subtítulo:
INGLÊS INSTRUMENTAL PARA CURSOS DE ENGENHARIA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS

Autor:
Maria Amélia Assis Nader Bartholomeu (Universidade São Francisco)

A leitura em língua estrangeira tem sido a habilidade privilegiada nos cursos de engenharia e tecnologia, atendendo às necessidades e objetivos desta comunidade acadêmica. Tendo em vista que leitura é construção de sentidos e não prática das estruturas da língua, o objetivo das aulas de inglês instrumental é proporcionar ao aluno estratégias e conhecimento que o levem à autonomia de leitura nos mais variados contextos. A utilização de algumas estratégias de leitura pode ser considerada facilitadora do processo de construção de sentido, processo esse ativo que, além de relacionar as informações novas com as anteriormente obtidas, possibilita a identificação de cognatos, de elementos de referência, o reconhecimento de diferentes tipos de gêneros textuais. Desta forma, através da interação: textual, lingüística, e estratégica, o aluno poderá construir o sentido do texto. Tendo em vista tais considerações, esta comunicação tem por objetivo apresentar e discutir as estratégias de leitura utilizadas em aulas de Inglês Instrumental na Universidade São Francisco, cujos resultados têm demonstrado a possibilidade dos alunos desenvolverem uma leitura mais autônoma e eficaz.

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