COMUNICAÇÃO VERBAL EM LÍNGUA ESTRANGEIRA NO AMBIENTE EMPRESARIAL
Autor:
Rachel Severo Alves Neuberger
Resumo:
A globalização transformou o ambiente empresarial, fazendo com que a produção e comercialização de bens, que ficavam restritas a um espaço determinado, se expandissem, envolvendo pessoas com línguas e culturas diferentes. Para dar conta dessa situação, Bueno (2007) propõe a comunicação como inteligência empresarial, pois considera que ela é uma das principais responsáveis pelo bom desempenho das instituições, sejam elas públicas ou privadas. Para Santaella (2004), as instituições são formadas por atores individuais que são considerados como objetos sociais e a integração desses atores individuais é tratada como um sistema social de ação. Dessa forma, cada pessoa da instituição é uma engrenagem do sistema e há necessidade de que cada uma exerça seu papel, o qual só se completa com a comunicação entre elas e delas com todo o sistema. A complexidade das empresas atuais e a velocidade com que as mudanças acontecem no mundo exigem que as estruturas rígidas dêem lugar a novos processos de produção e de comunicação, criando uma situação de constante evolução. O objetivo desse trabalho é discutir a preparação das pessoas no ambiente empresarial atual, por meio de uma comunicação eficiente, em especial quanto às dificuldades encontradas em função das línguas estrangeiras. Saliente-se, aqui, o papel das faculdades de tecnologia na preparação para esse mercado de trabalho. Ao conceber a atualidade, Lévy (2001) explica que quanto mais um regime político, uma cultura, uma forma econômica ou um estilo de organização tem afinidade com o adensamento das interconexões, mais sobreviverá e brilhará no ambiente contemporâneo. Assim, a melhor maneira de manter e desenvolver uma coletividade, não é mais erguer, manter ou estender fronteiras, mas alimentar a quantidade e melhorar a qualidade das relações em seu próprio interior, assim como as outras coletividades. Nessa situação, evolui também o processo de comunicação que esquece o modelo telegráfico de duas pontas, e assume o modelo orquestral, no qual cada um exerce sua função, interagindo com os demais.
