Projeto de reciclagem de alunos da Fatec-id será remodelado

Faculdade quer atuar em conjunto com a Prefeitura, que manifestou intenção de criar cooperativa de lixo

03/04/2008 - O projeto “Promoção sócio-econômica-ambiental por meio da reciclagem do lixo”, idealizado por alunos da Fatec Indaiatuba, e um dos premiados no XI Concurso Banco Real Universidade Solidária 2007, passará por uma remodelação.

A informação é do coordenador do projeto, o professor Eugênio Tadeu Bertagnolli. De acordo com Tadeu, a remodelação será feita porque a Prefeitura de Indaiatuba, que apóia o projeto, manifestou recentemente a intenção de criar uma cooperativa de catadores. O objetivo da Fatec Indaiatuba é atuar em conjunto. A proposta inicial da Faculdade era a de criar o Siscoo, um sistema cooperado de coletores de lixo, que receberiam remuneração, treinamento e capacitação para a coleta de lixo reciclável dentro de uma estratégia que abrangeria toda a cidade, e teria o envolvimento de professores e alunos da Fatec para a gestão e comercialização do lixo. Os coletores receberiam bicicletas adaptadas. O modelo de bicicleta foi projetado por 4 alunos de automação industrial da Fatec Tatuí.

O projeto surgiu durante as aulas do professor Tadeu, na disciplina de Gestão da Qualidade. 26 alunos participaram com idéias, que foram analisadas, selecionadas e adequadas. Inscrito no Concurso Universidade Solidária, o projeto foi um dos 212 concorrentes, provindos de faculdades e universidades de várias partes do país. Ele foi um dos 10 premiados. A Fatec Indaiatuba vai receber uma verba de R$ 40 para a implementação. Os detalhes começaram a ser acertados no mês passado, quando Tadeu esteve em São Paulo em reunião na Unisol.

O projeto surgiu no momento em que a cidade se volta para a questão do meio ambiente e da reciclagem do lixo. Estudo da Unesp Sorocaba, divulgado no final do ano passado, aponta que mais de 90% do lixo que é aterrado diariamente no aterro de Indaiatuba poderia ser reciclado. O aterro recebe 135 toneladas diárias de lixo, e deste volume, 123 toneladas poderiam ter o destino da reciclagem.

Conforme matéria veiculada no Jornal Votura no dia 14 do mês passado, ao enterrar diariamente esta quantidade de lixo, a cidade perde a oportunidade de movimentar cerca de R$ 16,3 mil por dia, ou R$ 5,9 milhões ao ano, e ainda paga para aterrar o lixo que, em vez de virar dinheiro, ocupa espaço e reduz a vida útil do aterro. O estudo da Unesp Sorocaba foi publicado em dezembro de 2007 na revista “Waste Management & Research”, periódico oficial da Associação Internacional de Resíduos Sólidos. A pesquisa foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e envolveu 27 alunos da Unesp. Quatro deles assinam o trabalho, comandado pelo professor de Engenharia Ambiental Sandro Donnini Mancini.

Entre os benefícios de se aproveitar o lixo reciclável da cidade adequadamente, o estudo concluiu que o município economizaria com o aterramento e teria, consequentemente, o a vida útil do aterro prolongada. Também haveria maior oferta de materiais recicláveis, o que seria uma oportunidade de a reciclagem se consolidar como atividade econômica na cidade.

(Luciene Santos Telli - Assessoria de Imprensa da Fatec Indaiatuba)

Foto:
Assessoria de Imprensa - Fatec-id

 

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